quarta-feira, 3 de junho de 2009

MARCELO MÁRIO DE MELO, POETA"NOVENTÃO"

O poeta e amigo Marcelo Mário de Melo comemorou, com uma festa de arromba, "um grande reencontro de amigos e amigas, companheiros e companheiras vindos de diversos pontos do Brasil", 65 anos de vida bem vivida OLHANDO PARA 99 ! Este é um objetivo que naturalmente todos nós desejamos alcançar, um sonho de futuro perfeito. A festança do poeta, que se apresenta como "plebeu, republicano, democrata-popular, cidadão de esquerda, socialista, pluralista e seguidor do Detran - sempre à esquerda, não ultrapassa pela direita", aconteceu no Restaurante Biruta, no Pina, do Recife, dia 22 de maio, a partir das 8 da noite, e teve muita poesia, canto, som, excelentes surpresas e canjas, "além da gravação de um vídeo com exibição
especial programada para a festa dos 99, à qual todos já estão convidados".
Nos 65 anos de Marcelo Mário de Melo estavam ainda comemorando os seus aniversários estas personalidades : D. Jacira Gurgel, Alberto Vinicius Melo do Nascimento, Alanir Cardoso, Wilson Miranda, José Bione, Lúcia Rosas, Edla Soares, Bia Marinho, Fábia Novaes e Ciro Rocha. E os 30 anos da Anistia.
Marcelo Mário de Melo, um verdadeiro ativista da poesia, fabricante de pitocos e petardos poéticos, está sempre com a sua linguagem afiada a serviço da santa poesia de todos nós. E, pra melhor variar, lembram do gozozo "a santa poesia da mulher amada", que ele publicou no seu livro OS QUATRO PÉS DA MESA POSTA ? A Edições Pirata, do Recife, em 1980, publicou esse livro, com os seus poemas amorosos e "carcerários", a exemplo deste O mal estar de estar preso :

Meu amigo visitante
você
quando pensa
nos seus queridos
colegas
parentes
amigos
há muito
ou pouco tempo
engaiolados
talvez se apiede
ou apiegue
por coisas que não sejam
nossos maiores suplícios.
Portanto
devo lhe dizer
o que de fato
mais nos incomoda
fazendo assim justiça
à sua
e às nossas dores.
Sinteticamente
eis a verdade :
o pior da cadeia
não são as grades;
são os outros presos
e o diretor.
Para esse caruaruense, nascido em 1944, militante do PCBR, preso, no Recife, em março/1971 e libertado em abril/1979, atuante jornalista que é sobretudo poeta, a poesia, ontem, hoje e sempre, é a sua revelada e reveladora missão. Além dos dogmas, dos partidos, dos conceitos estreitos e da nossa limitada natureza humana. (JUAREIZ CORREYA)

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