quarta-feira, 16 de setembro de 2009

AMERICANTO : Opiniões de Paulo Azevedo Chaves, Geneton Moraes Neto, Jaci Bezerra, Leda Rivas e Montez Magno

"Foi difícil escolher um poema, ou trecho de um, do livro AMERICANTO... Não porque a escassez de bom material poético dificultasse a escolha. Muito pelo contrário : o livro é pequeno, os poemas são poucos, mas a escolha é múltipla."

PAULO AZEVEDO CHAVES
("Poliedro" / Diário de Pernambuco, Recife, 1975)



AMERICANTO é na verdade uma significativa declaração de amor a essa América de todos os campos, gritos, silêncios, sossegos e agonias. Vale a pena ler o trabalho desse jovem poeta, dono de uma linguagem forte e cortante."

GENETON MORAES NETO
("Ensaio Geral" / Diário de Pernambuco, Recife, 1975)



"Juareiz Correya, na verdade, poeta acima de rótulos, foi, no Recife, e talvez deva acrescentar, em Pernambuco, um vanguardista no que se refere à eclosão dos movimentos alternativos e marginais no Brasil.
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"Este livro de Juareiz Correya, que reune produções de várias épocas já publicadas anteriormente - sobretudo em forma de livretos e folhetos de cordel - sendo, no seu conjunto, o discurso de parte de uma vida, a sua, pode ser encarado, por outro lado, como representativo de uma fase agressivamente renovadora da poesia brasileira atual : exatamente a que vem sendo imposta pelos movimentos alternativos."

JACI BEZERRA
(Posfácio do livro AMERICANTO AMAR AMÉRICA, Recife,1982)
"Nos versos de Juareiz Correya uma canção de amor desesperada. A América lhe dói como a Espanha doía a Unamuno. É parte de sua vida, de sua carne e de sua alma, suga-lhe o sangue, explode em suas artérias, marca, cruelmente, os seus passos de poeta."
LEDA RIVAS
(Diario de Pernambuco, Recife, 1982)
"Em AMERICANTO AMAR AMÉRICA o seu anti-lirismo é pujante, não sendo envolvido por diáfanos e enganadores véus mas revestido de uma grossa crosta perfurante, emissora de sonoridades incomodatícias aos ouvidos dos que ainda não se aperceberam que os sons mais comuns e constantes do nosso tempo são os das metralhadoras e dos tanques de guerra."
MONTEZ MAGNO
(Olinda, 1982)

2 comentários:

Anônimo disse...

A escrita de Juareyz Correya surpreende pela forma cutilante como exprime com a "sua" nitidez o desespero,dor,falta de esperança num amanhã em liberdade,se no hoje esvai entre os dedos o vazio,a dor,a fome,desgraças constantemente adiadas...

isabel canelas disse...

O comentário supra não é de anónimo,mas de Isabel Canelas,que com muito gosto vê publicados poemas tão sentidos e presentes.Bem Haja,Juarez