terça-feira, 16 de novembro de 2010

POEMAS DE ALEX PIMENTEL VIDAL (Peru - *1984 +2010)

HOY ME JURÉ NO SER TONTO ÚTIL


na rua me olham
porque não me visto como eles,
não escuto a música igual a eles,
não como igual a eles,
quem pensa com cérebro estranho
hoje não será enterrado, um autômato
não vai contemplar a caixa de doidos da TV
não encherá os bolsos das multinacionais
hoje como nunca no meu país
estão nos jogando como macacos, com os seus circos.
hoje como nunca no meu país
a pobreza de igual maneira
é repartida equitativamente
e a encontramos em toda parte.
a mente como uma folha branca
sem controle nem domínio
pronta para consumir o que parece branco
o que se traveste de santo, o parricídio.
Em breve o povo vai emergir
da obscuridão onde vive
para tomar o poder.

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DESDE QUE TE CONOCI


Somente de você fala o meu coração
Cada latido te chama
Pronuncia teu nome
Também murmura
Não fique longe dos meus braços !
Se algum dia deixas de escutá-lo
É porque o meu coração
Não tem mais eco,
Por estar debaixo da terra...


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De uma verdade estou seguro... que...
Da fonte quero beber a água
Das montanhas vem a vida e a ordem
Da cidade vem a morte.


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ALEX PIMENTEL VIDAL - Nasceu em janeiro de 1984
no distrito de Tocache e, recém-nascido, foi
levado pelos pais para viver em Huancaspata
(Peru), onde estudou e se projetou como poeta
e orador. Publicou estes livros de poesia :
GALLOS DE LA MEDIANOCHE, LA SOMBRA DE LA MUERTE,
QUANDO LA HORA LLEGA, POR LOS ANDES DEL PERU.
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Alex Pimentel Vidal foi assassinado brutalmente,
a mando de políticos locais, no dia 16 de outubro
deste ano, na municipalidade distrital de
Huancaspata, onde vivia e trabalhava na emissora
de rádio "Radial".
(Transcrito do site POETAS DEL MUNDO
-http://www.poetasdelmundo.com)

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