segunda-feira, 8 de agosto de 2011

ESCRITORES CENTENÁRIOS DE PERNAMBUCO - 1911/2011 (2) : MAURO MOTA






MAURO Ramos da MOTA e Albuquerque , poeta, jornalista, professor, cronista, ensaísta e memorialista, nasceu em Recife, PE, em 16 de agosto de 1911, e faleceu na mesma cidade em 22 de novembro de 1984. Membro da Academia Pernambucana de Letras e da Academia Brasileira de Letras, Cadeira No. 26, é um dos poetas brasileiros mais representativos da Geração 45. Filho de José Feliciano da Mota e Albuquerque e de Aline Ramos da Mota e Albuquerque, estudou na Escola Dom Vieira, em Nazaré da Mata, no Colégio Salesiano e no Ginásio do Recife. Diplomou-se na Faculdade de Direito do Recife em 1937. Tornou-se professor de História do Ginásio do Recife, e em várias escolas particulares; catedrático de Geografia do Brasil, por concurso público, do Instituto de Educação de Pernambuco. Desde os anos universitários colaborava na Imprensa. Foi secretário, redator-chefe e diretor do Diário de Pernambuco; colaborador literário do Correio da Manhã, do Diário de Notícias e do Jornal de Letras do Rio de Janeiro. De 1956 a 1971, foi diretor executivo do Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais; diretor do Arquivo Público de Pernambuco, de 1973 até 1983; membro do Seminário de Tropicologia da Universidade Federal de Pernambuco e da Fundação Joaquim Nabuco. Foi membro do Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco e do Conselho Federal de Cultura. Recebeu o Prêmio Olavo Bilac da Academia Brasileira de Letras e o Prêmio da Academia Pernambucana de Letras por suas ELEGIAS (1952); o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, e o Prêmio Pen Clube do Brasil, pelo livro de poesia ITINERÁRIO (1975). Há três antologias publicadas com a sua obra : ANTOLOGIA POÉTICA (1968); ANTOLOGIA EM VERSO E PROSA (1982), e, em 2001, a edição mais completa da sua obra poética : MAURO MOTA, POESIA, organizada por Everardo Norões e Sônia Lessa Norões. Solidário e fraterno, marcou sua presença em todos que com ele conviveram e já tem seu nome definitivamente incrustado nas páginas da Literatura Brasileira.

Obras do Autor : ELEGIAS (1952), A TECELÃ (1956), OS EPITÁFIOS (1959), CAPITÃO DE FANDANGO (1960, crônica), O GALO E O CATA-VENTO (1962), CANTO AO MEIO (1964), O PÁTIO VERMELHO : CRÔNICA DE UMA PENSÃO DE ESTUDANTES (1968, crônica), POEMAS INÉDITOS (1970), ITINERÁRIO (1975), PERNAMBUCÂNIA OU CANTOS DA COMARCA E DA MEMÓRIA (1979), PERNAMBUCÂNIA DOIS (1980).



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Transcrito da antologia PERNAMBUCO, TERRA DA POESIA
- Organização de Antonio Campos e Cláudia Cordeiro
(Carpe Diem Edições, Recife, PE, 2010)

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