terça-feira, 27 de novembro de 2012

POESIA VIVA DO RECIFE : "CAIS - Décimo Quarto Canto", de Manoel Constantino




 
 
 
O cansaço não me abate.
Nem todas as badaladas
dos sinos do Recife.
Seis matinais.
Doze meios-dias.
Seis Ave-Marias.
O cansaço que dói
atravessa mares 
beira o rio.
Ausências
fiz serem ausências 
na medida dos meus medos.
Eis o meu cansaço.
Na partitura dos sonhos 
escrevi poemas
o que arde 
crava punhais. 
 
 
 
(Da antologia POESIA VIVA DO RECIFE,
organizada por Juareiz Correya)
 
 
 
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MANOEL CONSTANTINO - Nasceu em Santana de Ipanema (AL). Jornalista, poeta,
dramaturgo, ator e diretor de teatro. Poemas publicados em jornais e revistas recifenses.
Incluído na antologia MARGINAL RECIFE - Coletânea Poética 2. É editor desta
AGENDA CULTURAL.  Poesia publicada : ESQUINAS, AÇOITE, ARDÊNCIAS.  
 
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Transcrito da AGENDA CULTURAL -  Novembro 2012
- Prefeitura do Recife / Secretaria de Cultura /
Fundação de Cultura Cidade do Recife 




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