segunda-feira, 22 de março de 2010

AMERICANTO : Opinião de Paulo Azevedo Chaves (Recife, 1975)

Na sociedade hipocritizante em que vivemos (menos no Rio de Janeiro do que no Recife, felizmente), a poesia de Juareiz Correya aparece como um grito de libertação tanto das convenções sociais como dos modismos ou correntes atuais do nosso "establishment" literário, e me parece tão vital quanto vitalizante. Eis enfim um poeta que não usa folhas de parreira em suas poesias, um selvagem em estado puro, um escritor com uma força, uma crueza e uma sinceridade verdadeiramente "henrymillerianas".


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Transplantando e adaptando o que aconteceu na Inglaterra, naquela época (anos 50), para o Nordeste brasileiro e para a década de 70, creio que poderíamos ver em Juareiz Correya o (ou será "um dos" ?)chefe de fila dos jovens irados de nossa poesia. E se não houver, se não surgirem em nosso Nordeste outros poetas irados, furiosos contra os formalismos, tabus e injustiças de nosso tempo, se o rebuscamento formal continuar sendo a tônica da jovem poesia da nossa região
, tanto mais meritório será o trabalho de Juareiz Correya, esse escritor para quem o ser humano - com sua necessidade de livre expressão e de libertação das forças que oprimem sua individualidade e cerceiam sua liberdade - é o "leitmotiv" constante, permanente da poesia que escreve.



(Coluna "Poliedro" / Caderno Viver,
DIARIO DE PERNAMBUCO, Recife, 14 /dezembro / 1975)



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Do livro AMERICANTO AMAR AMÉRICA E OUTROS POEMAS
DO SÉCULO 20, Juareiz Correya,
Panamérica Nordestal Editora, Recife, 2010.

Um comentário:

samuca santos disse...

eh, juá, arrebentando, hem? desde sempre... además, foi bom lembrar do paulo, que tanta foça nos deu, né?