sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

ESCRITORES CENTENÁRIOS DE PERNAMBUCO - 1911/2011 (1)

BENEDITO CUNHA MELO



Poeta, professor e jornalista, nasceu no município pernambucano de Goiana no dia 25 de março de 1911. Faleceu em Jaboatão, no dia 6 de outubro de 1981, aos 70 anos de idade. Autor do HINO DE JABOATÃO (música de Nina de Oliveira) e do HINO DO PADROEIRO SANTO AMARO (música do padre Chromácio Leão). Livros publicados : FOLHAS SECAS, trovas (1939); VERSOS DIVERSOS, sonetos e trovas (1948); NUVENS DE PÓ, sonetos e trovas (1949); DA MORTE, FOLHAS SECAS E OUTRAS TROVAS (1954); PERFIS, trovas satíricas (1954); CANTO DE CISNE, trovas (1980); BENEDITO CUNHA MELO. POESIA SELETA, organização de Alberto da Cunha Melo (2009).


UM SONETO E TROVAS DE BENEDITO CUNHA MELO





MAIO


Numa clara visão de céus escampos,
Voltas, enfim, mais pródigo em carinhos :
Ouço mais vozes, Maio, pelos ninhos,
Vejo mais flores, Maio, pelos campos...

Mais insetos reluzem como lampos,
Ao teu sol matinal pelos caminhos,
Que os dias vão encher de passarinhos
E as noites vão cobrir de pirilampos.

Ouve, Maio feliz, quando te fores,
Tu que és o mês dos noivos e das flores
E todo o coração de terra invades,

Abre-me o seio, as tuas mãos piedosas,
E deixa um pouco dessas tuas rosas,
Para a minha alma que só tem saudades.



TROVAS


Fez lembrar-me a voz do grilo,
Noite a dentro; aqui, ali,
A paz de um mundo tranquilo,
Em que já cri... cri... cri... cri...


................


- Lampião, de luz apagada
Que vento mau te soprou ?
- Não foi vento, não foi nada,
Meu tempo é que se apagou.


.......................


Já viste o que faz o orvalho
À noite - no Campo Santo ?
Chega às cruzes como orvalho,
Cai das cruzes, como pranto.


........................


Velho portão, já sem tranca,
Resto do que foi solar;
Somente o vento ficou
Para te abrir e fechar.




(da antologia PERNAMBUCO, TERRA DA POESIA
- 2a. edição - Organização de Antonio Campos
e Cláudia Cordeiro -
CARPE DIEM Edições e Produções, Recife, PE, 2010)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

"POESIA VIVA DA CIDADE" : MAIS DE 25 MIL VISITANTES

Publicado no site BLOG-SE, do Portal COMUNIQUE-SE (http://www.comunique-se.com.br), o nosso blog POESIA VIVA DA CIDADE (http://www.jcorreya.blog-se.com.br) já superou o notável número de 25 mil visitantes. O que há de novo sob o sol ? Nonada, diria Guimarães Rosa. Esse número, na Internet, é quase insignificante, diante dos milhões de acessos alcançados pela maioria dos blogs jornalísticos e literários. Mas acreditamos que é um número marcante para a poesia nossa de cada dia. (Em relação aos números das tiragens locais dos folhetos, jornais, revistas e livros de poesia - os impressos em papel -, nas mínimas tiragens de 300, 500 e, quando muito, 1.000 exemplares, a "visitação da poesia" no blog demonstra o alcance de um público nunca imaginado...)

É bom que entendam : o blog é dedicado exclusivamente a divulgação de poemas/poetas brasileiros que relevam as nossas cidades com textos publicados - pura e simplesmente - sem qualquer ilustração. Só o poema puro, a palavra nua e sem qualquer arte ou artifício para tornar a sua leitura algo mais atraente. Isso desmente, de algum modo, aquela velha história de que "uma imagem vale mais do que mil palavras". E você só diz isso com palavras. Mas as palavras não precisam de imagens para serem ditas - e bem ditas ! - como prova esse modesto blog de textos poéticos dedicados às cidades brasileiras. (JUAREIZ CORREYA)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

REVISITAÇÃO DA ESTÉTICA BARROCA NA POESIA DE ÂNGELO MONTEIRO

ARIADNE QUINTELLA, jornalista, cronista, defensora pública, lança, amanhã, dia 22/fevereiro, às 18h30m., na Sala da Defensoria Pública de Pernambuco (Rua Marques Amorim, 127, Boa Vista, Recife, PE), o seu ensaio sobre o poeta alagoano (já pernambucanizado há décadas) Ângelo Monteiro. Na ocasião, após um recital de poesia, a escritora Jacineide Travassos apresentará a palestra "Poesia e pintura : um flerte entre as artes".

domingo, 20 de fevereiro de 2011




"Esta cidade sabe estuprar as pessoas. Sua violência devora as nossas cabeças com uma sede gargalhante. Inferno é a gente abrir o peito e deixar entrar como vem o Rio Una, podre." Juareiz Correia, poeta dos Palmares e do mundo,meu amigo... Esses seus versos estão no livro de Luiz Berto "A Prisão de São Benedito". - JONAS SILVA E SILVA (Transcrito do FACEBOOK - Mural de Juareiz Correya)