quarta-feira, 24 de março de 2010

AMERICANTO AMAR AMÉRICA E OUTROS POEMAS DO SÉCULO 20, de Juareiz Correya

Neste livro, apresento a minha poesia reunida publicada no século passado, e a sua publicação, neste ano de 2010, completa um ciclo de 40 anos da minha produção poética. São poemas publicados em antologias, livretos, folhetos, livro-solo, álbuns, até a última década do século 20.

Não incluí, nesta seleção, os 40 poemas do meu primeiro livro de poesia, sem título, publicado em São Paulo no ano de 1971, e os poemas desse período que foram publicados em duas antologias paulistanas - POETAS DA CIDADE / SÃO PAULO, números 2 e 4 -,organizadas por Renzo Mazzone (Editora Ila Palma, São Paulo, 1970/71); não incluí também os 45 poemetos das duas edições de CORAÇÃO PORTÁTIL (a de 1984, edição do autor, em tiragem de 500 exemplares, fora do comércio, e a de 1999, publicada pela Nordestal Editora, do Recife, em tiragem de 500 exemplares). O meu livro de estréia está ausente porque o considero, hoje, pelo seu hermetismo experimental, bastante distanciado do que eu acredito ser a poesia que escrevo; e CORAÇÃO PORTÁTIL é o que é, um pequeno livro assumidamente autônomo, ainda em crescimento, com a vida própria que eu quero que ele tenha.

Nestes 40 anos de poesia é claro que produzi também textos ainda não publicados e que fazem parte de outros títulos autônomos - TODOS OS SETEMBROS, A PALAVRA MAIS HUMANA, AMAR RECIFE, POEMAS DO NOVO SÉCULO - prontos para publicação. E os publicados no livro POESIA DO MESMO SANGUE, produzido em parceria com o meu filho José Terra (Panamérica Nordestal Editora, Recife, 2007).

Em síntese - que é o princípio da Poesia - creio que, sobre este livro, o essencial já está dito.


JUAREIZ CORREYA

(Recife, março, 2010)


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(Apresentação do livro
AMERICANTO AMAR AMÉRICA
E OUTROS POEMAS DO SÉCULO 20,
Panamérica Nordestal Editora, Recife, 2010)

segunda-feira, 22 de março de 2010

AMERICANTO : Opinião de Paulo Azevedo Chaves (Recife, 1975)

Na sociedade hipocritizante em que vivemos (menos no Rio de Janeiro do que no Recife, felizmente), a poesia de Juareiz Correya aparece como um grito de libertação tanto das convenções sociais como dos modismos ou correntes atuais do nosso "establishment" literário, e me parece tão vital quanto vitalizante. Eis enfim um poeta que não usa folhas de parreira em suas poesias, um selvagem em estado puro, um escritor com uma força, uma crueza e uma sinceridade verdadeiramente "henrymillerianas".


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Transplantando e adaptando o que aconteceu na Inglaterra, naquela época (anos 50), para o Nordeste brasileiro e para a década de 70, creio que poderíamos ver em Juareiz Correya o (ou será "um dos" ?)chefe de fila dos jovens irados de nossa poesia. E se não houver, se não surgirem em nosso Nordeste outros poetas irados, furiosos contra os formalismos, tabus e injustiças de nosso tempo, se o rebuscamento formal continuar sendo a tônica da jovem poesia da nossa região
, tanto mais meritório será o trabalho de Juareiz Correya, esse escritor para quem o ser humano - com sua necessidade de livre expressão e de libertação das forças que oprimem sua individualidade e cerceiam sua liberdade - é o "leitmotiv" constante, permanente da poesia que escreve.



(Coluna "Poliedro" / Caderno Viver,
DIARIO DE PERNAMBUCO, Recife, 14 /dezembro / 1975)



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Do livro AMERICANTO AMAR AMÉRICA E OUTROS POEMAS
DO SÉCULO 20, Juareiz Correya,
Panamérica Nordestal Editora, Recife, 2010.