sábado, 15 de novembro de 2008

NO CAMINHO, COM EDUARDO ALVES DA COSTA

"O poeta fluminense Eduardo Alves da Costa, em 1964, escreveu um poema que equivocadamente tem sido atribuída sua autoria ao poeta russo Wladimir Maiakovski. A poesia diz que na primeira noite eles se aproximam / roubam uma flor do nosso jardim / e não dizemos nada. / Na segunda noite, / já não se escondem : / pisam nas flores, / matam nosso cão / e não dizemos nada. / Até que um dia / o mais frágil deles / entra sozinho em nossa casa / rouba-nos a luz, / e, conhecendo o nosso medo / arranca-nos a voz da garganta / e já não podemos dizer mais nada.
Esta poesia pode ser comparada ao grito sufocado de centenas de cidadãos e cidadãs de cinco municípios do Estado do Mato Grosso do Sul, que foram impactados pelas águas da hidrelétrica Engenheiro Sérgio Motta (ex-Porto Primavera), construída pela Companhia Energética de São Paulo - CESP...

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A sala vai ficando vazia. Com licença poética a Juareiz Correya, pode-se dizer que os ex-ribeirinhos impactados pela CESP continuam "no caminho" , posicionando-se firmes contra a privatização da empresa."


Os trechos transcritos são do artigo "No caminho, com a CESP", de Carlito Dutra, publicado no site www.webartigos.com em fevereiro deste ano. O autor, que é vereador do PV em Brasilândia (Mato Grosso do Sul) e presidente do Instituto Cisalpina, cita o poema "No caminho, com Maiakovski" e faz referência ao artigo "O poema que Maiakovski não escreveu", que publiquei na Revista CONTINENTE (CEPE, Recife, janeiro / 2008). Esse meu artigo foi republicado, por generosidade dos seus redatores, nos blogs JotaMatias.com (jotamatias.wordpress.com) e Glossolalia (glossolalias.blogspot.com).