segunda-feira, 21 de novembro de 2016

"VIAGENS GERAIS", DE CELINA DE HOLANDA : APRESENTAÇÃO DE JOSÉ MÁRIO RODRIGUES (2)






VIAGENS GERAIS, 
DE CELINA DE HOLANDA  
(CEPE Editora, Recife, PE, 2016) 



     "O ESPELHO E A ROSA foi o seu livro de estreia, lançado por Ariano Suassuna e Maximiano Campos e publicado pela Imprensa Universitária.  

     Vieram depois os outros livros :  A MÃO EXTREMA, Edições Quirón, São Paulo, em 1976; SOBRE ESTA CIDADE DE RIOS, 1979, Edições Pirata; RODA D'ÁGUA, 1984, Edições Pirata; AS VIAGENS, 1984, Edições Pirata e VIAGENS GERAIS, Fundarpe, 1995.   

        Quando conheci a poesia de Juan Ramon Jiménez, poeta espanhol da geração de Garcia Lorca, que também como Celina possui um acentuado lado espiritual e ético, vi que a diferença entre essas duas vozes é que Jiménez teve toda sua vida dedicada à Literatura e Celina só se descobriu na maturidade.  Se observarmos bem, veremos que há famílias de poetas que se parecem muito.  São os preocupados com os sentimentos mais profundos do ser; os que não trilham pelas veredas da pura experiência de linguagem, dos jogos de palavras  que buscam o hermetismo, camuflando a incapacidade para assimilar as dores humanas e as necessidades básicas do viver.  Vejamos : 


"Ouço o povo numeroso de Deus.  
Vem dos mangues, cárceres 
e morros. 
O Recife pulsa 
pulso forte de aço, onde vivo. 
A noite fecho a porta à beira-rio
lama e carne indissolúveis.  
Ouço as portas. 
E o clamor do povo de Deus, abrindo-as." 


         Logo após o lançamento de O ESPELHO E A ROSA, que obteve o prêmio da Secretaria de Educação de Pernambuco, o poeta Mauro Mota escreveu em sua famosa coluna "Agenda", no Diario de Pernambuco, que "o livro de Celina de Holanda é uma contribuição válida à poesia brasileira de hoje e de amanhã.  Somente circunstancialmente uma estreia... De agora em diante, seria difícil falar-se em poesia atual, omitindo o nome de Celina de Holanda."  

     Alberto Cunha Melo viu uma variedade de temas e o cruzamento entre eles.  Há uma homogeneidade formal em Celina, uma voz lírica definitivamente talhada.  "Seus poemas de versos curtos e extrema condensação expressiva, formam em conjunto um monólogo multicor, onde os poemas demarcam o discurso, página a página sem baixar a qualidade e  diapasão."  

          Sem ser panfletária ou querer fazer uma poesia meramente política, Celina, diz Maria de Lourdes Hortas, "rejeita a violência e revela-nos a realidade do seu povo à maneira límpida e corajosa de Lorca e Neruda" ... Versos límpidos, despojados, secos, sóbrios. "Cada palavra é um módulo consciente que transporta o grito do poeta contra a estagnada paisagem social em que se debruça." 


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Fragmento da apresentação de José Mário Rodrigues, 
especialmente para a edição do livro VIAGENS GERAIS, 
de Celina de Holanda  
(Companhia Editora de Pernambuco - CEPE / 
Secretaria da Casa Civil / 
Governo do Estado de Pernambuco, Recife, 2016) 



          


          

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

"VIAGENS GERAIS", DE CELINA DE HOLANDA : APRESENTAÇÃO DE JOSÉ MÁRIO RODRIGUES







VIAGENS GERAIS, de Celina de Holanda
(capa / ilustração de Reynaldo Fonseca) 




          "VIAGENS GERAIS reúne a poesia de Celina de Holanda Cavalcanti.   

          Toda a nossa vida - de poeta ou não - é uma longa viagem.  As pausas que fazemos para as próximas andanças são o que chamamos de estações.  Nelas preparamos as bagagens que iremos precisar no caminho. Claro, que esquecemos sempre algumas coisas importantes e necessárias. Nas viagens nos encontramos com outros eus que levamos, e que ora nos pesam, ora nos deixam leves, ora abrem portas para tesouros desconhecidos.   

          O poema na vida do poeta é uma viagem.  Necessariamente não precisamos sair de casa ou do quarto.  Imaginação tem asas, e quando elas se abrem para o voo encontram o seu impulso : a palavra. A CEPE acertou quando resolveu, através do seu presidente Ricardo Leitão, republicar a obra de Celina de Holanda, fazendo justiça a uma das mais fortes vozes da Literatura pernambucana, e que fez sua estreia em livro aos 55 anos de idade.  Outros nomes de expressão da poesia brasileira, a exemplo de Joaquim Cardozo, lançou seu primeiro livro POEMAS, aos 50 anos; Cora Coralina fez sua estreia com POEMAS E BECOS DE GOIÁS aos 76.  

          Poderemos dizer que esses poetas estavam maturando o verso.  Cedo ou tarde o poema se liberta.  Não há tempo determinado nem ele anuncia quando vai chegar.  Hibernando na memória, o verso constrói alicerces para enfrentar a ventania.  Isso me faz lembrar uns versos de Manuel Bandeira : o vento varria tudo / a minha vida ficava cada vez mais cheia de tudo.

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          No Engenho Ypiranga, em 1915, nasceu e viveu parte de sua infância, Celina de Holanda, filha de Sebastião Mendes de Holanda e Olímpia Mendes de Holanda.  Na hora de dormir vinha o medo  / de todos os ruídos / as sombras do candeeiro / pelas paredes subindo.  Perdeu sua mãe aos seis anos de idade e foi morar com seus tios no Engenho Pantôrra. Por lá, tomou banho de rio, dançou no Pastorinho, subiu nas mangueiras e correu pelo laranjal.  Na curva desse silêncio / tenho meu pai, meu irmão / tenho a laranja madura que a tirei verde no chão / tenho a manhã sem a noite de minha interrogação.  Depois veio o Recife, onde estudou no internato do Colégio das Damas e no Colégio Santa Gertrudes.  

          Do seu casamento com o médico e primo Djalma Holanda Cavalcanti, em 1943, nasceram cinco filhos."      

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Fragmentos iniciais da apresentação de José Mário Rodrigues, 
especialmente para a edição do livro VIAGENS GERAIS, 
de Celina de Holanda  
(Companhia Editora de Pernambuco - CEPE / Secretaria 
da Casa Civil / Governo do Estado de Pernambuco, Recife, 2016) 

          
           

terça-feira, 1 de novembro de 2016

"VIAGENS GERAIS" : POESIA REUNIDA DE CELINA DE HOLANDA (2)





VIAGENS GERAIS, 
de Celina de Holanda 
(CEPE, Recife, 2016) 




DE(S)ENCONTRO


Sobre esta cidade de rios
como nos encontraremos
uma diurna e outra noturna
sem o sacrifício da manhã ?
E o amanhecer
é como a infância, onde
outro já trabalhou : o leiteiro
                              ou o seio
que nos amamentou.



DA REDE VEJO O MAR


Um cachorro pequenês
e três meninas
na areia branca
e se perdem na distância
o rapaz e a moça
que abraçados param
e se beijam.
Da rede vejo o mar
sucessivo e digo :
bemvinda seja a festa
no coração da vida
praia a dentro, amor a dentro
nesse rapaz e nessa moça
que ultrapassam o mundo.
Bemvindos sejam os mares e tensões
que nos arrastam adiante. ,



ELEGIA PARA O PADRE HENRIQUE


De vários modos digo Jesus Cristo
desde os apóstolos, incluindo Judas.
Aos mártires da América Latina
digo Henrique, quilômetros de amigos
acompanhando-o como ao Senhor Morto.
Depois Frei Tito, finalmente livre
ao escreverem : Mártir !


Sofro o teu silêncio, meu amigo
obediente irmão das coisas vivas
como São Francisco, Ghandi ou Bernanos
como o Papa João, o que sabia
não representar em tudo Jesus Cristo.
Que as instituições não mudam,
apenas vestem as roupas de outros dias.  



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Poemas transcritos do livro VIAGENS GERAIS, 
de Celina de Holanda  
(Companhia Editora de Pernambuco - CEPE / 
Secretaria da Casa Civil / Governo do Estado 
de Pernambuco, Recife, 2016) 




sexta-feira, 21 de outubro de 2016

"VIAGENS GERAIS" : POESIA REUNIDA DE CELINA DE HOLANDA





VIAGENS GERAIS, de Celina de Holanda 
(capa) 




AS VIAGENS  


Viajo pelos livros que faço, 
mas sempre torno, 
para escrevê-los
onde a vida  
é uma menina pobre chorando
entre as moitas. 
Trago-a de volta 
ao seu colo, sua casa, 
até que venha e me leve  
o meu amado.   



OS CONVOCADOS 


Setenta vezes sete   
ponho um perfume de rosas 
no vestido 
e vou à rua Sete de Setembro 
onde Tarcísio 
me convoca e ressuscita 
(entre outros) Cardozo 
Pena Filho 
Mauro Mota e Renato 
cuja vida troante 
era um tropel, de repente 
parando. Era 
pôr a mão na parede 
e senti-la vibrar.   


Não se morre ante aqueles 
que nos querem vivos    



OS NEGÓCIOS 


Li que Jesus 
acompanhado por seus pobres, 
entra no Templo, 
liberta das pombas 
vindas dos cedros de Hanan, 
expulsa os vendilhões 
e fere (no prestígio e na bolsa)
vinte mil sacerdotes 
de Jerusalém. 
Depois disso, foi preciso comprar 
na mesma tarde 
um traidor e uma cruz.   





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Poemas transcritos do livro VIAGENS GERAIS, 
de Celina de Holanda  
(Companhia Editora de Pernambuco - CEPE /
Secretaria da Casa Civil / 
Governo do Estado de Pernambuco, 
Recife, PE, 2016) 

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

A CRIAÇÃO DA "SECRETARIA DE CULTURA DE PERNAMBUCO"







PROGRAMA DE GOVERNO 
(capa do livreto) 
da campanha da terceira eleição 
do Governador Miguel Arraes   
em 1994



     Na campanha da terceira eleição de Miguel Arraes para o Governo de Pernambuco, no ano de 1994, reuniu-se um grupo de produtores culturais do Estado, em sua maioria recifenses, em seu escritório político, no bairro da Jaqueira (Recife),  para definir o "projeto cultural" do seu futuro Governo. Estavam presentes os coordenadores da campanha e a reunião foi realizada com a ausência do candidato.  Eu estava lá junto com umas 40 pessoas.  Acompanhava Leda Alves e estávamos ao lado de Vanja Carneiro Campos, Inah Coimbra, Ricardo Leitão, Raimundo Carrero e Ésio Rafael.  

     Foram feitas as comunicações iniciais, apresentaram-se algumas propostas, acendeu-se um debate.  Críticas dali, reclamações daqui, questionamentos sobre o segundo Governo Arraes (eleito em 1986), crenças, descrenças, esperanças de volta.  Mas nada de concreto.  

     Pedi para falar e, após uma breve consideração sobre as limitações e os equívocos de negócios da "educação, turismo, esportes e cultura" numa mesma secretaria, como sempre se administrou no Estado, fui direto ao assunto : 

     - Ou definimos o projeto de criação de uma Secretaria de Cultura ou não vamos fazer nada.   

     A frase era delimitadora mesmo.  Fez-se um curto silêncio de tudo parado no ar e se ouviu a voz taperoaense de Ariano Suassuna  : 

     - Eu concordo com a ideia de Juareiz Correya.  

     Pronto. Partimos todos dali para criar a futura Secretaria de Cultura do novo Governo Arraes, a primeira Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco.  

     (Juareiz Correya) 

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Do livro inédito PEQUENAS HISTÓRIAS REAIS  


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

IBAD - Interferência do Capital Estrangeiro nas Eleições do Brasil (2)






MIGUEL ARRAES 
(Depoimento no IBAD, 
1963) 



"Aqui não estou apenas 
como governador do Estado 
de Pernambuco, 
quero e faço questão de depor 
nesta Comissão 
como brasileiro, como democrata 
e como nacionalista que me honro 
e que me orgulho de ser, 
e por isso mesmo uma das maiores 
vítimas do Instituto Brasileiro 
de Ação Democrática neste país, 
pela vultosa soma de recursos 
que levou para o pleito de Pernambuco, 
não só para o pleito em que me elegi 
governador do Estado, 
mas também depois de eleito 
como governador, 
nas eleições municipais que acabam 
de se travar no meu Estado e da qual, 
apesar do dinheiro, 
sairemos vitoriosos com o voto 
do povo pernambucano." 

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Imagem e transcrição do texto de abertura 
do livro IBAD - INTERFERÊNCIA DO CAPITAL 
ESTRANGEIRO NAS ELEIÇÕES DO BRASIL 
(Arquivos da Comissão Estadual da Memória 
e da Verdade Dom Helder Camara) 
- http://www.acervocepe.com.br/comissão-verdade.html - 

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

IBAD - Interferência do Capital Estrangeiro nas Eleições do Brasil






Cadernos da Memória e da Verdade 
- Volume V
(Acervo CEPE) 



          Esta publicação está disponível no site ACERVO CEPE 
 (http://www.acervocepe.com.br/comissao-verdade.html), da Companhia Editora de Pernambuco.
Acesse, gratuitamente - ARQUIVOS DA COMISSÃO ESTADUAL DA MEMÓRIA E DA VERDADE DOM HELDER CÂMARA : Livro do Ibad - CEMVDHC - Volume V,  e conheça o depoimento do Governador de Pernambuco, Miguel Arraes de Alencar, na CPI do IBAD, em 1963. Um prenúncio do Golpe Militar de 1964. Leia e arquive este importante documento da história política brasileira na segunda metade do Século 20.  




quinta-feira, 11 de agosto de 2016

"CELINA DE HOLANDA E AS MULHERES DA TERRA" (CD)





Leiaute do encarte do CD 
(Capa, contracapa, produção e arte, 
mulheres / poemas selecionados, 
agradecimentos e opiniões) 



      LANÇAMENTO, AMANHÃ, NO CABO DE SANTO AGOSTINHO (PE) :   Sexta-feira, 12 de agosto, às 15 horas, no Auditório Luiz Lacerda, da Escola Modelo Garapu.  Promoção da Secretaria de Educação / Secretaria de Cultura / Prefeitura Municipal do Cabo de Santo Agostinho.  

     Poemas selecionados de Celina de Holanda nas vozes destas mulheres : 
     Vernaide Wanderley - Maria Pereira de Albuquerque - Myriam Brindeiro - Fátima Ferreira - Socorro Torres - Tereza Helena  - Dione Barreto - Andréa Mota - Zuleika Ferreira  - Ceci Alencar  - Cida Pedrosa  - Marcela Cavalcanti de Albuquerque - Maria de Lourdes Hortas  - Eugênia Menezes - Adriana Paes Barreto - Lucila Nogueira  - Lourdes Sarmento - Marina Nogueira -  Tereza Tenório.   







quinta-feira, 21 de julho de 2016

"POESIA REUNIDA DE MARIA DE LOURDES HORTAS" (1965 - 2015) : 8 LIVROS COMPLETOS E POEMAS SELECIONADOS DE 5 ANTOLOGIAS






Maria de Lourdes Hortas 
(Recife, PE, 2015) 




          Textos integrais de 8 livros de poesia e poemas selecionados de 5 antologias poéticas, todos publicados, desde 1965, em Portugal e no Brasil, estão editados em um só livro eletrônico - POESIA REUNIDA DE MARIA DE LOURDES HORTAS - que será lançado pela Panamerica Livraria (www.panamericalivraria.com.br), na última semana de agosto próximo, no Gabinete Português de Leitura de Pernambuco - Rua Imperador Pedro II, 290, Santo Antonio, Recife, PE. 

            Poetas, jornalistas, críticos e professores, portugueses e brasileiros,  atestam, em opiniões já veiculadas nos livros, nas antologias e na imprensa luso-brasileira, a importância da sua poesia produzida e publicada ao longo de 50 anos (1965 - 2015) de criatividade literária.  POESIA REUNIDA DE MARIA DE LOURDES HORTAS apresenta opiniões de Zuleide Duarte, José Rodrigues de Paiva, Maria da Paz Ribeiro Dantas, Jaci Bezerra, Eugênia Menezes, Aricy Curvello, Astrid Cabral, Gastão Castro Neto, Maria Rosa da Rocha Valente, Inácia Brito, Juareiz Correya, Arnaldo Saraiva, Paulo Caratão Soromenho, José Afrânio Moreira Duarte, Josué de Oliveira Lima, Lígia Averbuck, Stella Leonardos, Alberto Lins Caldas, António Salvado, César Leal, Celso Pontes, Iolanda Rodrigues Aldrei e Hildeberto Barbosa Filho. 

          O livro eletrônico de Maria de Lourdes Hortas inicia a Coleção Poesia Reunida e Poesia Completa, da  pernambucana Panamerica Nordestal Editora, com destaque para toda a obra poética de autores nordestinos e brasileiros contemporâneos, reunindo todos os seus livros publicados em um só livro.  


sexta-feira, 8 de julho de 2016

"SEMANA HERMILO 2016" : HOJE É DIA DO 99o. ANIVERSÁRIO DE NASCIMENTO DE HERMILO BORBA FILHO !






Banner do espetáculo teatral 
"A GLORIOSA VIDA E O TRISTE FIM 
DE ZUMBA SEM DENTE", adaptação de um 
conto de Hermilo (com direção de Carlos Carvalho) 



     Nascido em Palmares, PE, no dia 8 de julho de 1917, o escritor Hermilo Borba Filho, se vivo estivesse, completaria hoje o seu 99o. aniversário de nascimento.  Faleceu no Recife, em junho de 1976.  O dramaturgo, contista, romancista, cronista, tradutor, pesquisador da cultura popular, professor universitário e animador cultural Hermilo Borba Filho, publicado nacionalmente e traduzido na Argentina e na França, "ficou para semente", como ele mesmo dizia. Em sua homenagem foi criada a Fundação Casa da Cultura Hermilo Borba Filho, da Prefeitura Municipal dos Palmares, em 1983, e criado também o Centro de Formação e Pesquisa das Artes Cênicas Apolo-Hermilo (Teatro Hermilo Borba Filho e Teatro Apolo, em 1988, da Prefeitura da Cidade do Recife, 

     Desde o ano de 2002 o Centro Apolo-Hermilo vem realizando, no mês do seu aniversário, a SEMANA HERMILO, que, neste ano de 2016, apresenta, de hoje (dia 8) a domingo (dia 10), o espetáculo teatral A GLORIOSA VIDA E O TRISTE FIM DE ZUMBA SEM DENTE, adaptado do conto "O Traidor" (da trilogia de contos de Hermilo - "O General Está Pintando", "Sete Dias a Cavalo" e "As Meninas do Sobrado"). A adaptação do conto e a direção do espetáculo são de Carlos Carvalho, um experiente conhecedor e divulgador da obra de Hermilo no teatro, com adaptações criativas dos seus contos e novelas.   

       (Texto de Juareiz Correya) 

quarta-feira, 6 de julho de 2016

"SEMANAS DE HERMILO", PARA SEMPRE





HERMILO BORBA FILHO 
E A DRAMATURGIA : 
DIÁLOGOS PERNAMBUCANOS  
(capa) 
Edição : Prefeitura do Recife /
Secretaria de Cultura / 
FCCR, Recife, 2010 


          " (...) 
          Além de livros do próprio Hermilo, lançados em reedições e edições póstumas, a própria SEMANA tem gerado publicações que documentam a sua realização (a exemplo deste livro, "dialogado" na SEMANA 2009, organizado por Lúcia Machado / grifo nosso), num ato contínuo do espírito criativo da nossa terra a que o próprio homenageado inspira.   

          A edição deste HERMILO BORBA FILHO E A DRAMATURGIA : DIÁLOGOS PERNAMBUCANOS é mais um fruto da SEMANA HERMILO.  O projeto de Luís Augusto Reis amplia e enriquece a realização desse acontecimento cultural e compromete, vivamente, um segmento artístico e cultural pernambucano com a obra de Hermilo Borba Filho. O múltiplo Hermilo, com todos os seus caminhos, permanece vivo nas SEMANAS realizadas em sua homenagem.  Resta apenas que Palmares volte a vivenciá-las também e que, nos próximos anos, mais estados do Nordeste e das outras regiões brasileiras sejam integrados ao roteiro das SEMANAS HERMILO, uma lição de vida verdadeira que merece ser mais conhecida, admirada e aplaudida pelas novas gerações."  

(Fragmento de um  texto, apresentado no livro, de Juareiz Correya, ex-presidente da Fundação Casa da Cultura Hermilo Borba Filho, da Prefeitura Municipal dos Palmares, PE). 

segunda-feira, 4 de julho de 2016

SEMANA HERMILO 2016 (Centro Apolo-Hermilo, Recife Antigo)





O Centro Apolo-Hermilo realiza, anualmente,
a SEMANA HERMILO, em homenagem ao  escritor
Hermilo Borba Filho, 
no mês do aniversário do seu nascimento (julho).   


Neste mês de julho de 2016 a SEMANA HERMILO festeja o 99o. aniversário de nascimento 
do escritor pernambucano Hermilo Borba Filho, nascido em Palmares, no dia 8 de julho de 1917 e falecido no Recife em junho de 1976.   

A SEMANA HERMILO  2016  ocorre a partir desta terça-feira (dia 5/07) até domingo (dia 10/07), 
sempre às 19h30m,  no Teatro Hermilo Borba Filho, localizado no bairro do Recife Antigo 
(próximo da Prefeitura do Recife). 


     PROGRAMAÇÃO

    Terça (dia 5) 

    Abertura : 
    - Participação da Secretária de Cultura, e viúva do escritor, Leda Alves. 

    - Núcleo de Formação de Rabequeiros de Pernambuco : 
   Espetáculo "A ENCHENTE", adaptado livremente  do conto homônimo de Hermilo pela diretora Flávia Pinheiro, como resultado do projeto "O Solo do Outro".  


    Quarta (dia 6) 

     - Cavalo Marinho Estrela de Ouro, do Mestre Biu Alexandre. 


     Quinta (dia 7) 

     - Grupo Magiluth, com o espetáculo LUIZ "LUA" GONZAGA. Direção de Pedro Vilela    


    Sexta (dia 8) a Domingo (dia 10)  

    - Espetáculo "A GLORIOSA VIDA E O TRISTE FIM DE ZUMBA SEM DENTE". 
Baseada no texto "O Traidor", de Hermilo Borba Filho, a montagem tem direção e adaptação de Carlos Carvalho, também diretor do Centro Apolo-Hermilo, e direção musical de Juliano Holanda.   
     



sexta-feira, 1 de julho de 2016

HERMILO BORBA FILHO : FALTA 1 ANO PARA 1 SÉCULO !






Cartaz da programação cultural 
HERMILO BORBA FILHO 
- 90 ANOS 
(Recife, PE, 2007) 



     O escritor pernambucano Hermilo Borba Filho, nascido em Palmares (PE), no dia 8 de julho de 1917, completa, neste mês de julho/2016, o seu 99o. aniversário de nascimento.  Faleceu no Recife, no ano de 1976, em pleno exercício de sua criação literária : havia encaminhado um livro de contos para a Editora Globo, de Porto Alegre, RS, e uma novela para a Editora Civilização Brasileira, do Rio de Janeiro, RJ; o livro de contos AS MENINAS DO SOBRADO e a novela OS AMBULANTES DE DEUS foram publicados, postumamente, ainda em 1976. 

  Diretor e fundador de grupos teatrais, dramaturgo, contista, romancista, cronistas, tradutor, pesquisador, professor universitário e animador cultural, Hermilo Borba Filho foi condecorado, na França (1972), pelo Ministro da Cultura, escritor André Malraux, com o título Chevalier de LÓrdre des Lettres et des Arts.

    Em sua homenagem foram criadas a Fundação Casa da Cultura Hermilo Borba Filho, da Prefeitura Municipal dos Palmares (PE), em 1983, e o Centro de Formação e Pesquisa das Artes Cênicas Apolo-Hermilo, da Prefeitura da Cidade do Recife, em 1988. 

     Agora é tempo de união das instituições culturais criadas em sua homenagem, em Palmares e no Recife, e de uma histórica festa cultural durante todo o ano : 2017 É O ANO DO CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DE HERMILO BORBA FILHO ! 

     (Texto de Juareiz Correya) 

     

      

quarta-feira, 29 de junho de 2016

CENTENÁRIOS DE PERNAMBUCO EM 2016






     Neste ano de 2016, a  vida política, social e cultural de Pernambuco está mais enriquecida com o registro dos centenários de nascimento destas cinco personalidades do Estado : 



AUGUSTO LUCENA 
- Advogado e político recifense  
(Guabiraba, PB, Fevereiro de 1916) 


TOMÁS SEIXAS 
- Escritor  
(Recife, PE, 1916)  


DANIEL LIMA 
- Escritor  
(Timbaúba, PE, Maio de 1916) 


ZITO MOTA  
- Jornalista  
(Triunfo, PE, 1916) 


MIGUEL ARRAES DE ALENCAR 
- Governador de Pernambuco 
(Araripe, CE, Dezembro de 1916) 






domingo, 26 de junho de 2016

"II PRÊMIO CEPE NACIONAL DE LITERATURA - 2016" : INSCRIÇÕES ATÉ 15 DE JULHO






"II PRÊMIO CEPE NACIONAL 
DE LITERATURA - 2016" 


As inscrições para o "PRÊMIO CEPE NACIONAL DE LITERATURA - 2016" foram prorrogadas e seguem abertas até o dia 15 de julho.  A mudança no calendário do certame
literário promovido pela Companhia Editora de Pernambuco - CEPE atende a solicitações de escritores interessados em participar do concurso.  Mais de 400 trabalhos já foram recebidos pela comissão organizadora de autores de todas as regiões do Brasil e do Exterior.  O edital pode ser consultado no site da CEPE (http://www.cepe.com.br/concursos) 

O PRÊMIO CEPE NACIONAL DE LITERATURA, já em segunda edição, é o de maior premiação entre os promovidos por órgãos de Imprensa Oficial no Brasil : R$ 80 mil em premiação geral.    

Os interessados poderão inscrever um trabalho (inédito) em uma das categorias do concurso (Romance, Conto, Poesia e Infantojuvenil).  Além do valor em espécie (R$ 20 mil por categoria), os vencedores terão seus livros publicados pela Companhia Editora de Pernambuco no formato impresso e digital.     


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Divulgação :  Assessoria de Imprensa / CEPE 


terça-feira, 10 de maio de 2016

"PROJETO QUINTA EM RITMO E POESIA" HOMENAGEIA O POETA ASCENSO FERREIRA NA UNICAP





Haydée Fonseca,
escritora e  professora 
de Literatura Brasileira  
(Letras  / UNICAP)



         A escritora e professora de Literatura Brasileira Haydée Fonseca coordena, no hall do Bloco G da UNICAP (Rua do Príncipe, Boa Vista, Recife, PE), nesta quinta-feira, dia 12/maio, a partir das 17 horas, mais uma edição do Projeto Quinta em Ritmo e Poesia.  Será realizada  uma homenagem ao 121o. aniversário de nascimento do poeta Ascenso Ferreira, nascido em Palmares (PE), no mês de maio / 1895 e falecido no Recife em maio/1965, com a presença de dois palmarenses que têm identificação com a obra do grande poeta modernista de Pernambuco :  o cantor/compositor Ozi dos Palmares, que musicou poemas do homenageado, e o poeta e editor Juareiz Correya, que publicou e divulga, há décadas, em Pernambuco e  outros Estados, a vida e a obra de Ascenso Ferreira.  

     A escritora e professora Haydée Fonseca criou esse projeto, há dez anos, para ampliar a divulgação da cultura pernambucana juntos aos estudantes da UNICAP :   

          - Sempre levo convidados.  Os alunos fazem pesquisas sobre os convidados e vão conhecê-los no hall.  Os alunos foram convidados a ler Ascenso Ferreira esta semana. A sugestão é que cada um leve um poema.  Os mais desenvoltos podem ler o poema ao microfone.  O evento tem a duração de pouco mais de uma hora.  É rápido, mas tem feito grande diferença na comunidade.  Humaniza a frieza acadêmica.  


segunda-feira, 25 de abril de 2016

ENCONTRO DE POESIA NO GPL-PE : LENILDE FREITAS, FERNANDO CHILE E SÉRGIO LEANDRO








Frente e verso do folder distribuído pelo GPL-PE 
(Quinta-feira, 28 de abril / 2016) 



O Gabinete Português de Leitura de Pernambuco (Rua do Imperador Pedro II, 290, Santo Antonio, Recife, PE) promove novo ENCONTRO DE POESIA nesta quinta-feira, das 15 às 17 horas  com apresentação dos poetas convidados Lenilde Freitas (Campina Grande, PB), Fernando Chile (Recife) e Sérgio Leandro (Recife).   Na ocasião, serão homenageados, em memória, os poetas Manuel Bandeira (Brasil) e Mário Sá Carneiro (Portugal).  


Para esse recital foram convidados, especialmente, alunos e professores da ESCOLA PROFESSOR ERNESTO SILVA (Rio Doce, Olinda - PE) 





quinta-feira, 31 de março de 2016

GOVERNADOR MIGUEL ARRAES : "MANIFESTO AO POVO DE PERNAMBUCO"






1964 :  GOLPE MILITAR 
& EXÍLIO 




     "No momento em que falo, o Palácio do Governo está sendo ocupado por tropas do Exército, que se insubordinaram contra o Sr. Presidente da República, tocando o mandato que o povo de Pernambuco me concedeu, através de gloriosa campanha eleitoral.  

     Sei que cumpri até agora o meu dever para com o povo pernambucano.   

     Sei que estou fiel aos princípios democráticos, à legalidade e à Constituição, que jurei cumprir.  
     Deixo de renunciar ou de abandonar o mandato, porque ele está com a minha pessoa e me acompanhará enquanto durar o prazo que o povo me concedeu e enquanto me for permitido viver. 

     Sei que a nossa pátria atravessa dias de grandes dificuldades, mas sei que o povo haverá de conquistar cada vez maior liberdade e condições de lutar por um Brasil grande, em que haja harmonia entre os seus filhos, e essa harmonia não pode vir senão da Justiça que se estabeleça para todos, para milhões de cidadãos, milhões de irmãos que estão no Brasil inteiro à espera de uma palavra e da luta que cada um que tenha consciência dos nossos destinos possa empreender.  

     Estou, assim, por força da ocupação do Palácio, feita à luz do dia, enquanto se registram negociações, impedido de exercer o mandato, numa violação da Constituição do Estado e da Constituição Federal.  Prefiro isso a negociá-lo e a vê-lo manchado porque jurei ser digno das gloriosas tradições do povo pernambucano.  E o povo de Pernambuco nunca veria o seu governador descer para negociar o mandato que honrosamente conquistou nas ruas do Recife e nas cidades do interior do nosso Estado.  

     Espero que todos possam, através da unidade cada vez maior do povo, levar o nosso Estado e a nossa Pátria à grandeza que todos desejamos.  

     Boa tarde, meus amigos. " 



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Declaração do Governador Miguel Arraes divulgada pelo rádio, no dia 1o. de abril de 1964, no momento em que as tropas do IV Exército já cercavam o Palácio do Governo de Pernambuco.   
(Texto e ilustração do livro MIGUEL ARRAES - PENSAMENTO E AÇÃO POLÍTICA, organizado por Jair Pereira, Juareiz Correya, Raimundo Carrero, Ricardo Leitão e Vanja Carneiro Campos. 
- Prefácio de Antonio Callado / Topbooks Editora, Rio de Janeiro, RJ, 1997) 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

2016 : ANO DO CENTENÁRIO DE MIGUEL ARRAES





MIGUEL ARRAES DE ALENCAR 
(Araripe, CE, 1916) 



     Miguel Arraes de Alencar era cearense de nascimento, mas construiu sua carreira política em Pernambuco e se tornou um dos maiores expoentes da esquerda brasileira.   
     Foi deputado estadual, federal e governador de Pernambuco por três vezes. Arraes nasceu no dia 15 de dezembro de 1916, em Araripe, Ceará, onde frequentou os primeiros anos de escola. Em 1932, concluiu o curso secundário no Colégio Diocesano, no Crato, também no Ceará, e em seguida mudou-se para a capital pernambucana. No Recife, foi aprovado num concurso público para o hoje extinto IAA (Instituto do Açúcar e do Álcool).  
     Foi no IAA que Arraes conheceu Barbosa Lima Sobrinho, seu ex-presidente, e que o levou para a vida pública.   
     Em 1948, Miguel Arraes aceitou convite do então governador de Pernambuco, Barbosa Lima Sobrinho, para ocupar o cargo de secretário estadual da Fazenda.  Dois anos depois, disputou sua primeira eleição para deputado estadual e ficou na suplência, vindo depois a ocupar a cadeira.  Em 1958, conquistou uma vaga de titular na Assembléia Legislativa de Pernambuco. 
     No governo de Cid Sampaio, em 1959, voltou à Secretaria da Fazenda como titular.  Nesse mesmo ano, foi convocado pelas forças progressistas para ser candidato a prefeito do Recife e se elegeu para seu primeiro mandato executivo.   
     Em 1962, depois de uma administração aprovada pela população da capital, Miguel Arraes foi eleito pela primeira vez para governar Pernambuco.  
     No seu governo (que não chegou a concluir), Miguel Arraes implantou programa de destaque na área de educação e no setor rural.  O Acordo do Campo, assinado em seu Gabinete, teve como princípio a implantação da justiça na relação trabalhista dos canavieiros com os donos de usinas.  
     No dia primeiro de Abril de 1964, Arraes foi deposto pelo Golpe que instituiu a ditadura militar no Brasil.  Depois de ficar preso em quartéis do Recife e da Ilha de Fernando de Noronha, seguiu em 1965 para o Rio de Janeiro onde pediu asilo na Embaixada da Argélia.  Ao lado da família, passou 14 anos exilado na capital argelina.  Retornou ao Brasil em 1979, quando foi decretada a anistia pelos militares golpistas que estavam sendo pressionados por vários setores da população brasileira.  
     De volta ao Recife, Arraes retomou sua trajetória política, se filiando ao PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro).  Foi eleito deputado federal em 1982.  
     Em 1986, ainda pelo PMDB, Miguel Arraes foi eleito pela segunda vez para governar Pernambuco. Em 1990, já filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), do qual se tornou presidente nacional, Arraes foi eleito, novamente, deputado federal com a maior votação proporcional do País.  
     Em 1994, foi eleito pela terceira vez governador de Pernambuco.  Quatro anos depois de perder a reeleição para o quarto mandato de governador, Arraes elegeu-se mais uma vez deputado federal.  
     Morreu aos 88 anos, no dia 13 de agosto de 2005, no exercício do mandato, depois de passar quase dois meses internado no Hospital Esperança, no bairro da Ilha do Leite, na área central do Recife.  ´´

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Transcrito do portal INSTITUTO MIGUEL ARRAES - IMA 
(http://institutomiguelarraes.com.br/home) 
- Acesse a seção "Biografia" 


quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

CENTENÁRIOS DE PERNAMBUCO : 2015 A 2016








Destaque no Estado de Pernambnuco 
para estes Centenários de Nascimento de personalidades 
culturais, políticas e sociais do  Ano de 1915 /1916 : 



POETA LOURIVAL BATISTA
(São José do Egito) 
- Janeiro de 2015 a Janeiro de 2016 


ESCRITOR E POLÍTICO FRANCISCO JULIÃO 
(Bom Jardim) 
- Fevereiro de 2015 a Fevereiro de 2016 


ESCRITORA E ARTISTA PLÁSTICA ODILE CANTINHO 
(Recife) 
- Fevereiro de 2015 a Fevereiro de 2016 


ENGENHEIRO E PREFEITO DO RECIFE PELÓPIDAS SILVEIRA  
(Recife) 
- Abril de 2015 a Abril de 2016   


ESCRITOR E POLÍTICO PAULO CAVALCANTI 
(Olinda) 
- Maio de 2015 a Maio de 2016 


PROFESSORA E CIENTISTA NAÍDE TEODÓSIO  
(Sirinhaém) 
- Junho de 2015 a Junho de 2016 


POETISA CELINA DE HOLANDA 
(Cabo de Santo Agostinho) 
- Junho de 2015 a Junho de 2016  


JORNALISTA E ESCRITOR LUIZ LUNA 
(Carpina) 
- Agosto de 2015 a Agosto de 2016   



Este ano de 2016 se tornará ainda mais marcante como o ANO DO CENTENÁRIO DO GOVERNADOR MIGUEL ARRAES DE ALENCAR, nascido em Araripe, CE, 
no mês de dezembro /1916 e eleito para exercer 3 mandatos como
Governador de Pernambuco.   

Na verdade, o Centenário de uma pessoa ou acontecimento de uma Cidade, Estado ou País só deixa de ser lembrado quando completa 200 anos. E passa a ser Bicentenário.    

(Texto de Juareiz Correya)