segunda-feira, 4 de agosto de 2014

CANTO PARA HERMILO, de Luiz de Miranda





O segundo encontro  
com Hermilo Borba Filho
se deu em sonho
e eu estava em suas terras  
numa luta aguerrida  
contra os donos do poder.  
O primeiro me levou 
o grande Adão Pinheiro 
de sua casa em São Paulo, 
em mil novecentos e sessenta e seis.  
Conversamos a noite inteira, 
mais sobre coisas que ele me contava, 
trazendo a renda de cristal 
da sua bela memória. 
Fundamos uma amizade 
que amanhece hoje comigo 
e o grande Hermilo 
entra no meu poema, 
onde é canção e tema, 
orgulho de quanto 
está tão vivo no presente, 
onde brilha sua estrela 
neste descampado da pampa, 
com seu cavalo ao lado 
vamos para o fim do mundo 
em sua nova estampa.     


(Porto Alegre, RS, 01 de agosto de 2014)



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Do livro inédito RUMOS DO FIM DO MUNDO, 
de Luiz de Miranda.