sábado, 14 de maio de 2011

MIL POEMAS A PABLO NERUDA (1)

O poeta chileno Alfred Asis (http://www.alfredasis.cl) é responsável pela organização da antologia UN CANTO DE AMOR - MIL POEMAS A NERUDA, que será publicada, neste ano de 2011, pela Associação Poetas Del Mundo, presidida pelo poeta chileno Arias Manzo. O livro terá lançamentos e exposições de textos em todos os países que participarão da antologia.

Estas são as bases para que os poetas participem com um poema selecionado, de acordo com o poeta Alfred Asis :

"El poema debe ser a Pablo Neruda : Su obra, vida, logros, sus casas o como lo vea el Poeta en su imaginación..."

O prazo final para a remessa do poema (com autorização para que Alfred Asis e a Associação Poetas del Mundo realizem as exposições e a edição do livro, disponível para cada representação da Associação que participe da obra) é o dia 30 deste mês de Maio.

Já estão selecionados poemas de mais de 250 poetas nascido no Chile, Argentina, Suécia, Peru, Colombia, Brasil, França, México, Espanha, Guatemala, República Dominicana, Haiti, Israel, Cuba, Portugal, El Salvador, Suécia, Dinamarca, Canadá, Estados Unidos, Porto Rico, Austrália, Venezuela, Marrocos, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Equador.

A antologia já registra a participação de 39 poetas do Brasil.

TALIS ANDRADE NO FACEBOOK

"A Juareiz Correya o Brasil deve o reencontro com a poesia de Ascenso. Toda vez que releio Ascenso me lembro de Juareiz. A poesia de Ascenso reeditada por Juareiz representa um grande feito neste Brasil desmemoriado." (TALIS ANDRADE)



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TALIS ANDRADE é poeta, jornalista,
professor universitário do Recife (PE).
Publica na Internet o blog
JORNALISMO DE CORDEL
(http://poetalisandrade.blog-se.com.br

sexta-feira, 13 de maio de 2011

ASCENSÃO DE ASCENSO, poema de Cyl Gallindo




Ascenso,
como é belo acabar assim :
sem perder o amor,
sem perder a alma,
sem perder o sorriso,
sem perder a vida !


Tuas cavalhadas correm no espaço
de um tempo imensurável,
com palavras inesquecíveis !
Ecoam no etéreo,
pedaços de teus soluços...
- sorrindo e chorando
pelo povo universal que construíste
de sofrimento, amor e sonho !


Ascenso,
como é belo acabar assim :
sempre mais amigo,
sempre mais poeta
do pobre ou do rico,
duma prostituta morena e bela
ou dum bêbado de fim de feira,
dum boneco de barro,
do retirante enganado,
do Natal concreto.


Ascenso,
como é belo acabar assim :
as nuvens no céu,
- o céu nesta hora foi o Nordeste -
fazendo-se de escada,
escada, escadinha,
como escamas de peixe,
pra Ascenso, o velho menino
que da terra se cansou...


E na terra
as lágrimas do teu povo,
aguando os lírios..
os rios,
as rosas,
o bumba-meu-boi...
as saudades também...



(Recife, 5 de maio de 1965 /
Dia da morte do poeta Ascenso Ferreira)

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Publicado na revista LETRAS 1, da Faculdade de Filosofia
da Universidade do Brasil (Rio de Janeiro,RJ, outubro/1965),
anexo ao ensaio "Ascenso Ferreira : O Poeta e o seu
Silêncio", de José Clécio Quesada /
Transcrito do livro A CONSERVAÇÃO DO GRITO-GESTO,
de Cyl Gallindo, publicado no Recife,PE em 1971.