quinta-feira, 3 de março de 2011

CORAÇÃO PORTÁTIL, de Juareiz Correya : edição em formato virtual será lançada em Portugal

Uma editora portuguesa, especializada em ebooks, promoverá, em breve, o lançamento de CORAÇÃO PORTÁTIL, livro de poemetos de Juareiz Correya, um conjunto de textos poéticos que agradam leitores de 8 a 80 anos. Já publicado no Brasil em edição do autor, fora do comércio (especialmente para presentear amigos e conhecidos), o micro-livro (8,00 x 11,5 cm) CORAÇÃO PORTÁTIL,impresso em julho/1983, foi reeditado (formato de bolso) pela Nordestal Editora, do Recife, PE, em 1999, conservando apenas 19 poemetos da primeira edição e aumentado com novos poemetos - alguns inéditos, outros extraídos do livro AMERICANTO AMAR AMÉRICA (Recife, 1982), do autor, e também poemetos publicados esparsamente em jornais, revistas e livretos, todos escritos nas duas últimas décadas do Século 20.

Na edição em formato virtual da editora portuguesa, o livro CORAÇÃO PORTÁTIL conserva todos os 45 poemetos da segunda edição brasileira (1999) e é aumentado com outros 49 poemetos escritos neste Século 21.

O poeta pernambucano, como ressalta o conceituado escritor paulista Caio Porfírio Carneiro, secretário-geral da UBE-São Paulo, escreveu "uma beleza de pequeno grande livro". Categórico, ele acrescenta : "CORAÇÃO PORTÁTIL é desses livrinhos (livrões) que a gente lê, relê e não cansa. Poucos são os poetas que aliam, em muitas passagens, a linguagem popular à culta e trazem ao vivo fatos poéticos deste nível espantosamente lírico e filosófico. Eu não saberia dizer quais destas jóias eu citaria. Citaria todas, porque todas são excelentes."

terça-feira, 1 de março de 2011

MARIAMA

A primeira vez
que ouvi o teu nome
havia um pátio o Carmo
o centro do Recife reinventado
um palco meninos cantores bispos missa
a voz luminosa de Milton Nascimento
cantando a tua música
o teu nome poema de Casaldáliga e Pedro Tierra
e a invocação sagrada de Dom Helder
te chamando de Mãe de Deus e de todos os homens !


A primeira vez
que ouvi o teu nome
não me acompanhava a tua mãe
(uma outra mulher me seguia
e era como se fosse minha companheira).
Mas em um dia feliz eu encontrei
a tua mãe, que se fez a minha companheira,
e juntos identificamos
o teu nome já revelado
a nossa imagem e semelhança
nascida para além do Recife e Olinda,
doce e completa pernambucanidade
que o teu nome revela e traduz
terrena e nordestina
como o canto libertário
do Quilombo dos Palmares !