sábado, 19 de novembro de 2011

POESIA VIVA DO RECIFE na "Agenda Cultural" da Cidade





     A partir deste mês de novembro, a Agenda Cultural, publicada pela Prefeitura do Recife / Secretaria de Cultura / Fundação de Cultura Cidade do Recife  divulga, na seção Literatura, a página POESIA VIVA DO RECIFE, com textos selecionados da segunda edição, ainda inédita, da antologia organizada por Juareiz Correya.  Publicada, em sua primeira edição, no ano de 1996, pela Companhia Editora de Pernambuco - CEPE / Governo de Pernambuco, a antologia reunia textos de 100 poetas contemporâneos que "vivem, amam e eternizam a cidade."  A nova edição a ser publicada está enriquecida com a participação de mais de 170 poetas, relevando textos exclusivamente escritos e publicados sobre a cidade do Recife em livros, jornais e revistas impressos e na Internet.   

     Com tiragem de 19 mil exemplares, a Agenda Cultural é distribuída gratuitamente em centros culturais, bibliotecas, Secretarias de Cultura e Turismo da cidade e do Estado, espaços culturais da Prefeitura do Recife e pode ser acessada na Internet (http://www.agendaculturaldorecife.blogspot.com/)

     A Agenda Cultural  apresenta, na edição deste mês de novembro (Ano 17, Número 195), na página POESIA VIVA DO RECIFE, fragmentos do poema "Recife", de Abel Menezes Filho, poeta, contista e médico nascido em Caruaru (PE) e que vive no Recife, onde concluiu estudos universitários e trabalha.  O autor publicou o livro DELÍRICA DANÇA (poesia e prosa). 

     Nos próximos meses, a Agenda Cultural publicará poemas de Bartyra Soares ("Reflexões do Capibaribe"), César Leal ("Recife em dezembro"), Débora Brennand (A Rua") e de Eduardo Martins ("Geografia do mal").  O crédito de tudo isto é da sensibilidade do poeta e editor Manoel Constantino e da sua equipe de produção (destaque para a jornalista Raquel Freitas e para a diagramadora Lúcia Rodrigues).  

    

terça-feira, 15 de novembro de 2011

DISCURSO POÉTICO, de Juareiz Correya




"todo poeta é um subversivo"
                  (Juareiz Correya)



subverto as manhãs com esta violência 
de tardes e noites inconsequentes 
escangalhando o dia sem contar as horas 
faço o tempo pelos ponteiros que perdi
e instituo o levante da minha decadência 
não troco a língua nem vendo o nome
decretando entregas e condenando recusas 
estandarte de ilusões rasgadas 
não canto hinos com estribilhos de amor 
por viver inseguro do tamanho de uma pátria 
eu me limito à nação que me chamo 
e a cada instante república nova proclamo 
contra o império da dor e do abandono
anistio vencedores elejo quem se derrota 
livro prisões dos horrores dos homens 
marcha nas ruas o exército da minha desordem
e eu abro portas com as mãos do regresso   


(Recife, 1982)



___________________________________________
Transcrito do livro AMERICANTO AMAR AMÉRICA
E OUTROS POEMAS DO SÉCULO 20,
de Juareiz Correya 
- Panamérica Nordestal, Recife, PE, 2010

domingo, 13 de novembro de 2011

DEPOIS DA TEMPESTADE, poema de Derek Walcott




Há tantas ilhas !
Como muitas ilhas, como as estrelas à noite 
naquela árvore ramificada que de meteoros estão abaladas 
como frutas caindo ao redor do vôo escuna.
Mas as coisas devem cair,e assim sempre foi,
queda, e cada um como esta terra é uma 
é uma ilha em arquipélagos de estrelas.   
Meu primeiro amigo foi o sea.Now, é o meu passado.
Eu paro de falar de trabalho, então eu li, 
 sob uma lanterna presa ao mastro.
Tento esquecer o que a felicidade era, 
e quando não funciona, eu estudo as estrelas.
Às vezes é só comigo, e a espuma soft-scissored
como a sua vez baralho branco e ao ar livre lua 
uma nuvem como uma porta e a luz sobre mim
é uma estrada em branco luar me levando para casa.  
Shabine cantou a você do fundo do mar.   



_____________________________________________
DEREK WALCOTT - Nascido em Santa Lucia, Caribe, 1930.
Poeta, dramaturgo, artista visual, professor universitário.
Vive no Caribe e nos Estados Unidos.
Prêmio Nobel de Literatura em 1992.
Mais informações - http://www.poemhunter.com