quinta-feira, 21 de março de 2013

CINEMA NO HOSPITAL, de Ramos Sobrinho




          Para Isabela Cribari



Cada poeta carrega,
às costas,
suas pedras, 
mesmo se traz as mãos limpas
e a alma leve,
e com elas constrói
suas barricadas contra a dor :
a cela escura a céu aberto 
- às vezes 
tão ficticiamente verdadeira.  


Que pode a arte 
ante a ferocidade destas horas, 


quando a calmaria 
antecede a tempestade ?



(Olinda, 2012)